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Pussy Riot condenadas a dois anos de prisão

Nadejda Tolokonnikova, 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, 30, e Maria Alekhina, 24, da banda punk russa Pussy Riot, foram condenadas a dois anos de prisão. O tribunal Khamovnitcheski de Moscovo considerou as três mulheres culpadas de “hooliganismo” e “incitamento ao ódio religioso”.

A juíza Marina Syrova sublinhou, durante a leitura da sentença, que as acusadas não mostraram qualquer sinal de “arrependimento” e que “violaram seriamente a ordem pública” e “ofenderam os sentimentos religiosos dos crentes”.

As três jovens estão em detenção provisória há cinco meses, desde que, em Fevereiro, cantaram uma “oração punk”, encapuzadas, na Catedral ortodoxa do Cristo Salvador em Moscovo, pedindo à Virgem Maria para “correr com Putin” do poder (vídeo que se segue). Começaram a ser julgadas no início de Julho e a pena de prisão agora decretada já inclui os meses passados em detenção provisória.

A acusação pediu três anos de prisão para cada uma das mulheres, mas a defesa argumentou que deveriam ser libertadas porque nunca quiseram ofender a Igreja, mas sim encenar um protesto político contra Putin e contra a proximidade da hierarquia religiosa da Rússia com o poder do Kremlin.

Apoio internacional

Durante as últimas semanas, o caso do grupo Pussy Riot ganhou um grande mediatismo, tendo sido vários os nomes do panorama artístico internacional que manifestaram publicamente o seu apoio às jovens russas, como o ex-Beatle Paul McCartney, Madonna, Sting, Red Hot Chilli Peppers ou Yoko Ono, a viúva de outro ex-Beatle John Lennon.

As jovens do grupo “punk” também conseguiram reunir apoios na área política, como foi o caso de 120 deputados do parlamento alemão e do ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa.

Um pouco por todo o mundo têm ainda sido realizadas diversas acções de apoio às três mulheres. Exemplo disso mesmo são as imagens seguintes, de uma activista do grupo ucraniano FEMEN que, não querendo deixar de prestar o seu apoio a Nadejda Tolokonnikova, Ekaterina Samoutsevitch e Maria Alekhina, muniu-se de uma serra eléctrica e deitou abaixo uma enorme cruz de madeira existente junto a uma praça de Kiev (Ucrânia), que serve de memorial das vítimas do comunismo.

Em comunicado, o grupo FEMEN informa que o acto constitui um “chamamento para que todas as forças saudáveis da sociedade serrem, sem misericórdia, os preconceitos religiosos que estão na base da ditadura e impedem o desenvolvimento da democracia e da libertação das mulheres”.

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