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Mulheres são principais vítimas de “stalking”

Telefonar frequentemente, enviar mensagens intimidatórias, perseguir, filmar, ameaçar, agredir fisicamente, enviar “presentes”, vigiar ou mandar vigiar. Tudo isto pode ser considerado “stalking”, ou “assédio persistente”, um fenómeno que tem aumentado cada vez mais nas sociedades actuais, com as mulheres como principais vítimas.

“No fundo, [o “stalking”] é fazer sombra à vítima, o que, muitas vezes, obriga a mudar de estilo de vida ou de local de residência, para se livrar desse assédio persistente. Mas não existe em Portugal legislação que inclua todas estas formas intrusivas”, explica Marlene Matos, coordenadora do primeiro estudo sobre “stalking” em Portugal (“Stalking em Portugal: prevalência, impacto e intervenção”).

A investigação, que envolveu 1.210 pessoas e concluiu que 19,5 por cento dos inquiridos são ou já foram vítimas de “stalking”, informa que, além das mulheres, também os jovens com idades entre os 16 e os 29 anos são frequentemente vítimas, sendo que o agressor (“stalker”) é quase sempre homem, na maior parte das vezes conhecido ou ex-parceiro da vítima.

“Cyberstalking”

O aparecimento das novas tecnologias trouxe também o “cyberstalking”: o “stalker” aproveita-se do anonimato que é possível com a Internet ou o telemóvel para “quase torturar” as vítimas, explica Marlene Matos.

“Em Portugal, o “stalking” não é crime, mas há necessidade de criar legislação específica para este fenómeno, à semelhança do que já acontece em vários outros países”, alerta a responsável.

Na Europa, a lei “anti-stalking” já vigora em nove países, designadamente Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Itália, Malta e Reino Unido.

 

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