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Restaurar

Mamografia tridimensional no IPO Lisboa

O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa é o primeiro organismo público nacional a dispor da Tomossíntese (mamografia tridimensional), uma nova e moderna tecnologia que permite tornar o exame da mamografia menos agressivo e doloroso para a paciente.

A mamografia tridimensional caracteriza-se pela imagem de alta resolução e pela possibilidade de redução (até 50 por cento) da dose de radiação X. Graças a esta nova tecnologia – e à técnica utilizada de compressão da mama –, a realização deste exame torna-se agora mais confortável.

A Tomossíntese permite realizar o diagnóstico através de uma imagem tridimensional da mama, sobre a qual se pode navegar e analisar cortes de um milímetro de espessura, eliminando o maior problema do diagnóstico mamográfico: a sobreposição das diferentes estruturas.

 

“Ajuda nos casos das mulheres mais novas”

Lynne Archibald, Presidente da Associação Laço

Quais as vantagens da tomossíntese?

A nível da prevenção do cancro da mama nas mulheres mais novas é muito importante. Porque é mais difícil detectar lesões em casos em que as mamas são mais densas. E essa densidade verifica-a nas melhores mais novas.

O Instituto Português de Oncologia é o único que usa essa tecnologia?

É o único do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e depois penso que só o Hospital da Luz é que dispõe deste equipamento.

A nível da radiação, é mais ou menos agressiva do que a técnica a duas dimensões?

Essa é outra das vantagens: com o 3D baixa-se substancialmente o nível de radiação. Tem muito menos prejuízos para a saúde do que a técnica mais convencional.

Ajuda na detecção precoce do cancro?

Sim. Porque muitas vezes fazem-se biópsias ou mesmo cirurgias porque não se tem a certeza da dispersão da lesão. Com esta técnica mais precisa consegue-se, em alguns casos, evitar a biópsia, que é muito invasiva.

Será benéfico aplicar esta técnica em todos os hospitais portugueses?

Será sempre bom porque tem as vantagens referidas, mas é importante existirem equipas especializadas de cirurgiões, radiologistas, cirurgiões oncoplásticos e enfermeiros.

Fonte Diário de Notícias

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