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Cento e uma mulheres africanas criam rede empresarial

101 empresárias de 11 países africanos estiveram reunidas na Cidade da Praia e anunciaram a criação de uma rede de mulheres de negócio de África, a R-MEA, para promover as mulheres como “grandes contribuintes” para a economia e torná-las agentes de decisão em África.

Presidida pela empresária sul-africana Nonku Atshona, coadjuvada pela cabo-verdiana Maria Graça e pela senegalesa Dié Maty Fall, a rede foi criada para combater “os sérios desafios sociais, económicos e políticos que a África tem a enfrentar”, num continente onde, defendem, metade dos 840 milhões de habitantes vivem abaixo da linha de pobreza definida pela ONU (com até 1,25 dólares por dia) e a taxa de desnutrição persiste como a maior do mundo, afectando 26 por cento da população.

A R-MEA lembra que “a pessoa mais pobre na terra vive em África e provavelmente é uma mulher”, citando documentação do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (BM) e literatura publicada sobre questões de desenvolvimento, num comunicado enviado à agência Lusa com as conclusões do encontro.

As empresárias pretendem agora desenvolver uma série de acções com vista ao empowerment das mulheres empreendedoras, mas também capacitar líderes femininas capazes de participar na tomada de decisão e exercer o poder de forma equitativa em relação aos homens em África. Entre as principais iniciativas a desenvolver, pretendem mobilizar fundos para apoiar a implementação de projectos nos domínios da educação, formação e combate à pobreza, melhoria da saúde, eliminação das diversas formas de violência contra as mulheres e maior participação das mulheres de forma equitativa no poder e tomada de decisão.

A R-MEA reconhece ainda que a igualdade de género é fundamental para a redução da pobreza e que as mulheres africanas “sempre desempenharam um papel fundamental na redução da pobreza desde a sua participação na economia doméstica e agrícola” como na actual participação em outros sectores de actividade.

Sob tema “Mulheres Empresárias Africanas: Uma Voz Para Promover e Desenvolver a África”, o Fórum sobre as Mulheres Empresárias Africanas visa fortalecer o tecido empresarial da África Sub-sahariana e também introduzir as mulheres empresárias cabo-verdianas no mercado regional, “que tem grandes potencialidades”. Além de empresárias de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, no encontro da Cidade da Praia estiveram presentes outras da África do Sul, Ghana, Quénia, Mali, Namíbia, Senegal, Suazilândia e Zâmbia.

 

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