Voltar à disposição inicial da página.

Restaurar

Aliança pelos direitos das modelos

Defender os direitos das modelos, estabelecendo padrões profissionais e regras de conduta que assegurem condições de trabalho dignas e as protejam contra situações de assédio sexual, distúrbios alimentares e frágil gestão financeira, é o objectivo da “The Model Alliance”, uma organização sem fins lucrativos lançada pela modelo americana Sara Ziff.

Sara Ziff

Aos 29 anos, a nova-iorquina que já desfilou para importantes marcas, como Prada e Calvin Klein, garante que as modelos não são apenas rostos e corpos bonitos e que enfrentam muitos preconceitos. “Há uma percepção equivocada de que as modelos ganham milhões de dólares. O que as pessoas não percebem é que as modelos, muitas vezes, trabalham de graça”, garante Ziff, cuja ideia de criar a “The Model Alliance” surgiu após ter dirigido e protagonizado, em 2009, o documentário “Picture Me” que denuncia o lado menos “glamouroso” da profissão.

“Como contratadas independentes, as modelos não têm direitos básicos no ambiente de trabalho, como outras indústrias têm: não têm indemnizações em caso de acidente de trabalho, é frequente não conseguirem um seguro de saúde acessível, não têm garantias de pausas para descanso ou para refeições (durante o horário de trabalho), há poucos recursos nas questões de assédio sexual e abuso sexual e muitas agências de modelos têm um imenso poder sobre meninas de outros países porque controlam os vistos e passaportes”, alerta a modelo.

O site da “The Model Alliance” revelou uma pesquisa, realizada junto de modelos de Nova Iorque e Los Angeles, com estatísticas chocantes sobre a indústria da Moda, como o facto de mais de metade das manequins (de uma amostra de 85 modelos) admitirem o contacto com drogas, sofrerem de depressões ou terem sido “convidadas” a perder peso.

 

Deixe um Comentário