Mulheres de armas que se distinguiram pelo seu activismo, imprescindível para a conquista de direitos cívicos e políticos das mulheres portuguesas durante a instituição da República, em 1910, são agora homenageadas pelos CTT – Correios de Portugal, com uma colecção filatélica de seis selos e um bloco filatélico (com outros dois selos).
Dois dos selos, com o valor de 32 cêntimos, evocam as figuras de Maria Veleda – professora do ensino primário e escritora para crianças, fez parte da Liga Republicana de Mulheres Portuguesas e do Grupo Português de Estudos Feministas, sendo defensora da emancipação e participação política das mulheres – e Adelaide Cabete – médica ginecologista e professora, lutou contra o flagelo da mortalidade infantil, do alcoolismo feminino e da prostituição, fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e organizou o I Congresso Feminista e de Educação.
Ana de Castro Osório é recordada no selo de 57 cêntimos. Foi escritora, defensora dos ideais republicanos, fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e esteve associada a outros movimentos feministas.
Para o selo de 68 cêntimos foi escolhida a figura de Angelina Vidal, professora, jornalista e propagandista dos direitos dos operários, sobretudo das mulheres.
Carolina Beatriz Ângelo, que surge no selo de 80 cêntimos, foi a primeira médica a operar no Hospital de São José e a primeira eleitora portuguesa, em 1911. Esteve à frente da Associação de Propaganda Feminista.
A primeira mulher admitida como professora universitária na Faculdade de Letras de Coimbra foi a romancista Carolina Michaëlis de Vasconcelos, que ilustra o selo de 1 euro.
O bloco filatélico, sob o preço de 2,30 euros, recorda mais dois nomes ilustres dos primeiros tempos da República: a jornalista Virgínia Quaresma – uma das primeiras mulheres a licenciarem-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que se distinguiu pelas suas reportagens de teor político e social, nos jornais "O Século" e "A Capital" – e a escritora Emília de Sousa Costa – importante na criação da Caixa de Auxílio a Raparigas Estudantes Pobres, leccionou na Tutoria Central de Lisboa e pertenceu ao Conselho Central da Federação Nacional dos Amigos das Crianças.












