"O Regresso da Barbárie"

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Originalmente intitulada L’ensauvagement: Le retour de la barbarie au XXIe siècle, a obra O Regresso da Barbárie, agora traduzida para o Português, é uma antevisão dos próximos 25 anos pela Directora de Estudos Estratégicos do Comissariado de Energia Atómica, a francesa Thérèse Delpech.

Este livro – que já mereceu o prémio Femina na categoria de ensaio (um dos mais importantes galardões literários franceses) – regressa ao ano de 1905, quando todos os progressos sociais e avanços tecnológicos pareciam prenunciar um novo século mais pacífico… Contudo, é nesse ano que têm lugar a guerra russo-japonesa, a primeira revolução russa e a crise de Tanger entre França e Alemanha. A I Guerra Mundial dá-se apenas nove anos depois. E, em 2005, o mundo fica marcado por um ambiente de regresso ao conflito, defende a autora.

A política, a economia, a China, o Médio Oriente, as epidemias, a questão nuclear, o terrorismo e as ideologias são alguns dos temas abordados por Thérèse Delpech, especialista em Estratégia e Defesa, que com O Regresso da Barbárie pretende alertar para os perigos de se esquecerem as lições do passado…

"Do nuclear iraniano à questão de Taiwan, Thérèse Delpech faz o inventário das situações em que a humanidade poderá reencontrar a tentação – velha como o mundo – da selvajaria. Um livro nada tranquilizador, mas lúcido", assim o lê o jornal francês Le Figaro.

Autor: Thérèse Delpech
Editora: Quidnovi
Edição: Outubro 2007
Idioma: Português
Nº de páginas: 264

À venda na Fnac.

Sinopse:

Em 1900, os progressos sociais, os avanços tecnológicos e uma primeira tentativa para limitar as guerras entre os Estados pareciam justificar prognósticos optimistas para o novo século. No entanto, cinco anos mais tarde, a guerra russo-japonesa, a primeira revolução russa e a crise de Tânger entre a França e a Alemanha prenunciavam a Primeira Guerra Mundial e a cadeia de eventos que se lhe seguiram e que apenas alguns observadores mais perspicazes conseguiram antever.

Na viragem para o século XXI, os grandes temores estavam todos concentrados na eventualidade de um gigantesco crash informático. Mas em 2005 a cena internacional foi profundamente alterada. O Médio Oriente e o Extremo Oriente são agora bons candidatos a palco de novas catástrofes históricas. A saga nuclear iraniana, a chantagem da Coreia do Norte, a gravidade da questão de Taiwan e a hostilidade sino-japonesa demonstram que o terrorismo internacional está longe de ser o único, ou sequer o principal, perigo do século.

Hoje, o futuro não é mais previsível do que era em 1905. E é certo que a humanidade está de novo ameaçada pelo regresso da barbárie. Mas ela pode acautelar a combinação dos meios de destruição maciça de que dispõe e as tendências niilistas resultantes da angústia contemporânea.

Que tipo de ideias merecerão ainda a tomada de riscos em sua defesa por parte das nossas sociedades pós-heróicas? Esta é a pergunta para a qual esta obra apaixonante visa trazer algumas respostas.

Thérèse Delpech

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Nasceu a 11 de Fevereiro de 1948, em França. Fez carreira como professora de Filosofia e, durante dois anos, entre 1995 e 1997, foi assessora do então primeiro-ministro francês Alain Juppé.

Actualmente, é investigadora associada no Centro de Estudos e Pesquisa Internacional (CERI), membro do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres (IISS), membro do comité consultivo para a Europa da RAND Corporation e, desde 1997, é directora de Estudos Estratégicos do Comissariado de Energia Atómica (CEA).

Delpech é também autora de livros como L’Héritage Nucléaire (1997), La Guerre Parfaite (1998) e Politique du Chaos (2002), bem como de numerosos artigos publicados nas revistas "Commentaire", "Politique Internationale", "Politique Étrangère" e "Survival" sobre questões estratégicas e de Defesa.




18/01/2010
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