Depois de ter garantido que "a burqa não é bem-vinda a França", o presidente francês Nicolas Sarkozy pretende avançar, nas próximas semanas, com uma lei que permitirá aplicar uma multa de 750 euros às mulheres que, em espaços públicos, usem burqa.
O novo projecto de lei – a apresentar brevemente pelo governo – propõe que seja aplicada uma multa a qualquer pessoa que, em via pública, leve o rosto "completamente coberto", garantiu o presidente do partido no poder União para um Movimento Popular (UMP) Jean-François Copé, na Assembleia Nacional. A lei, que a ser aprovada entrará em vigor no Outono de 2010, prevê também uma sanção agravada "para o homem que obrigue uma mulher a usar véu completo", alertou Copé.
Sarkozy já tinha considerado a veste muçulmana como um "signo de servidão", contrário à "ideia da República francesa sobre a dignidade da mulher". A iniciativa de proibir o uso público da burqa surgiu no ano passado, cinco anos após a proibição do véu islâmico e dos símbolos religiosos nos edifícios públicos franceses.
Embora Sarkozy tenha manifestado por diversas vezes a intenção de travar o uso da burqa em França, o tema está a dividir os principais partidos políticos franceses, sobretudo os socialistas, que não estão de acordo com a implementação de uma lei proibitiva.






