As mulheres afegãs vão poder integrar o exército, mas apenas no desempenho de funções nos hospitais, unidades logísticas e no Estado-Maior, sem poderem participar em combates. A garantia foi dada, no início de Fevereiro, pelo porta-voz do ministério da Defesa do Afeganistão, o general Zakhir Azimi.
A maioria das mulheres deverá, no exército, ser incorporada como soldados, já que a fraca (ou mesmo inexistente) formação escolar das afegãs não lhes permite assumir cargos de maior responsabilidade. Em teoria (e resta esperar para saber se será uma prática), as cidadãs entre os 18 e os 35 anos, com 11 anos de estudos, vão poder chegar a sargento, enquanto as com 12 anos de formação poderão frequentar um curso para se tornarem oficiais.
Os responsáveis do ministério da Defesa de Cabul estimam ter no exército afegão, dentro de dois anos, 170 mil efectivos, dos quais 17 mil (12 por cento) serão mulheres.
A iniciativa foi já considerada como uma revolução num país onde as mulheres são sujeitas a uma total discriminação de género, a actos de violência doméstica e inúmeras agressões psicológicas. Um país onde as mulheres não podem aceder à educação (somente 12 por cento das afegãs, do total populacional de 28 milhões, sabe ler e escrever) e onde são forçadas a casar, quase sempre ainda muito jovens.
Estamos perante sinais de progresso ou será esta apenas uma consequência dos tempos de crise e guerra...? Só o tempo o dirá...






