No Afeganistão foi posta em vigor uma lei (apesar dos protestos internacionais) que permite que os homens xiitas neguem comida às suas mulheres caso estas se recusem a manter relações sexuais com eles. A recente lei afegã estabelece também que as mulheres casadas precisam da permissão dos maridos para trabalhar e dá aos homens e aos avós a custódia exclusiva dos filhos.
Esta não é, contudo, a versão original da (abominável) lei, anteriormente vetada pelo presidente afegão Hamid Karzai, após a pressão de organizações internacionais. De acordo com a primeira versão da lei afegã, as mulheres xiitas eram obrigadas a ter relações sexuais com os seus maridos, no mínimo, a cada quatro dias. Ou seja, na prática, esta lei aceitava a violação ao remover a necessidade de consentimento para o sexo dentro do casamento.
Os críticos consideram, no entanto, que a nova versão é igualmente repressiva e acusam Karzai de ter cedido em troca de apoio dos xiitas conservadores nas eleições presidenciais de Agosto passado. Grupos de defesa dos direitos das mulheres acusam que a formulação da nova lei viola o princípio de igualdade garantido pela Constituição afegã.






