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2012: 24 mulheres assassinadas pelos companheiros

Desde o início do ano já foram assassinadas 24 mulheres pelos companheiros – um número assustador que se aproxima do total de mortes pelo mesmo crime registado no ano passado (27). Os casos de vítimas mortais da violência conjugal não param de aumentar e preocupam cada vez mais a Polícia Judiciária (PJ).

As três mulheres que em menos de 24 horas foram assassinadas pelos maridos ou ex-companheiros (ler aqui) engrossam a negra estatística do homicídio conjugal em Portugal.

Violência doméstica aumenta no Verão

O número de casos de violência doméstica aumenta no Verão devido à maior convivência entre casais, diz João Lázaro, director-executivo da Associação de Apoio à Vítima (APAV), que sublinha a agressividade crescente e a contribuição da crise para os atritos.

“Há convicção de quem está no terreno que no Verão, a partir do momento em que há maior convivência, acaba por acontecer a violência”, avança o responsável, para quem a subida dos números no Verão pode explicar-se “por haver mais tempo do agressor e da vítima em casa e daí haver mais violência”.

Ainda que não exista uma relação causa-efeito, a crise financeira também pode levar à violência, afirma João Lázaro, lembrando que “a pressão económica e a falta de trabalho são situações que podem proporcionar mais um factor que leva à agressão e aos atritos”.

Métodos usados são cada vez piores

O director-executivo da APAV admite que a subida do número de casos de violência doméstica “é preocupante” e sublinha um outro fenómeno: o aumento da violência dos crimes.

“Os crimes estão a tornar-se mais violentos, as metodologias estão mais violentas e isso reflecte-se na área da violência doméstica”, diz.

“Assim como a criminalidade violenta de assaltos utiliza novos meios e metodologias, actualmente, vê-se um grau maior de sofisticação – se assim se pode dizer – nos meios utilizados” na violência doméstica, defende João Lázaro.

Este aumento da violência pode, por isso, passar pelas armas usadas – “sejam armas brancas ou até mesmo toalhas molhadas retorcidas” –, mas também pelos métodos de agressão.

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